SC É O 1º HOSPITAL DA REGIÃO A USAR SHOCKWAVE PARA DESOBSTRUÇÃO DE ARTÉRIA

Litotripsia intravascular foi realizado para tratar uma lesão de calcificação em uma artéria do coração de um paciente de 82 anos.
Data da Notícia: 31/03/2023 09:42:04

A Santa Casa de São Carlos foi o primeiro hospital da região a utilizar o Shockwave para desobstrução de artérias coronárias. A tecnologia ultramoderna chegou ao Brasil há poucos meses e tem como finalidade restabelecer o fluxo sanguíneo de vasos obstruídos sem a necessidade de cirurgias mais complexas.

O cardiologista do hospital, Dr. Sergio Berti, contou que a técnica nova foi realizada neste mês de março em um homem, de 82 anos, que já havia sido submetido a uma cirurgia no coração de ponte de safena.

Ele estava com uma grande quantidade de cálcio na artéria coronária e houve a necessidade de realizar o procedimento de litotripsia intravascular, que consiste em introduzir na artéria coronária um cateter balão, chamado Shockwave, que fica ligado a um gerador. Esse gerador dispara ondas de pressão sonora capazes de fraturar o cálcio, que é provocado pelo acúmulo de gordura.

“Essa tecnologia permitiu que fizéssemos uma angioplastia, colocássemos um Stent e que o resultado fosse excelente, reduzindo os riscos de morte e complicações da cirurgia. Obviamente que isso melhora a qualidade de vida a partir do momento que você desentope uma artéria principal do coração, onde normalmente causa algum sintoma de dor a esforços ou cansaço, faz com que esse paciente passe a ficar sem sintomas, onde a qualidade de vida e o esforço que fizer, vai fazer sem incômodo nenhum”, contou o médico.

O cardiologista explica que existem outras técnicas para desobstruir artérias cororarianas, como aterectomia, porém, elas utilizam uma broca que traz alguns riscos, como perfurações das artérias e liberação de detritos do cálcio.

A litotripsia intravascular pelo equipamento Shockwave é aplicado na artéria que apresenta endurecimento por placas de gordura. De acordo com Berti, o procedimento não desgasta o vaso, o que gera menos riscos e complicações ao paciente.

“Essa nova tecnologia age unicamente na parede interna do vazo, quebrando e fragmentando esse cálcio, deixando ela bem molinha ali dentro e facilitando o implante do stent, permitindo que seja implantado com um resultado excelente”, explicou o cardiologista.



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